O Codeberg é uma alternativa sem fins lucrativos ao GitHub usado para hospedar projetos FLOSS, a partir de agora não hospedará mais softwares que sejam “principalmente” gerados por IA.
A votação foi encerrada nesta última quarta (22/07/2026), aprovou a proposta de interromper a hospedagem de softwares que são, em grande parte, codificados com base em intuição. Uma segunda moção, também aprovada, compromete a Codeberg a nunca treinar modelos de IA com códigos hospedado ou dados de usuários.
Em uma postagem recente em seu blog, a Codeberg explica a real necessidade econômica dessa proibição, esclarecendo que há alguns anos os SSDs antes custavam cerca de €700 (em conversão direta R$ 4062,68) para a plataforma, hoje eles chegam a €3700 (R$ 21474,17 em conversão direta para o real) cada. Esse crescimento exponencial de Vibe coding vem consumindo o orçamento de CI/CD e armazenamento.
Segundo a instituição isso é insustentável no dia dia para um serviço que é financiado por doações. O Codeberg, assim como muitos outros repositórios de compartilhamento de código, foi criado para permitir que as pessoas colaborassem em software livre. Ainda segundo eles, hospedar um código de uso único que ninguém escreveu para ser mantido vai contra esse princípio.
Citando a empresa, compartilhar o resultado de uma solicitação simplesmente “não torna o mundo um Lugar melhor”.
Não precisam ficar em pânico – esta não é uma proibição total existem algumas exceções
Antes que alguém hospede um código no Codeberg que haja traços de IA entre em pânico, existe uma saída: o código gerado “principalmente” por IA agora está proibido.
Esse “principalmente” é uma qualificação importante, pois significa que não é uma proibição total e absoluta de todos os usos de IA. Por exemplo um projeto que seja conduzido por humanos não infringirá as novas regras por aceitar uma ou outra contribuição gerada por um LLM (seja ela de forma intencional ou não).
Não haverá uma limpeza em massa da noite para o dia também, projetos existentes e com uma comunidade ativa ou até mesmo com historicos anterior a LLM não terão seus repositórios excluídos.
Sendo assim repositórios autônomos existentes construídos por agentes, projetos cuja a carga de recursos não se justifica pelo seu número de colaboradores e até mesmo projetos cujo o código nunca tenha sido escrito por uma pessoa.
Embora o Codeberg tenha o nome inspirado em algo que seja frio, sua proposta principal não é congelar códigos que ninguém escreveu, que ninguém se importa e que, provavelmente, ninguém jamais verá novamente.
Essa mudança nos faz lembra da recente alteração na politica do Flathub em relação a código assistido por IA, que se concentrou no custo humano de seus voluntários de revisão sobrecarregados com submissões automatizadas de projetos descartáveis. Já o argumento da Codeberg é bem mais direto: o custo literal de ter que hospedar tudo isso.

